Originalmente, no jogo de Planescape, pensei em deixar todos jogarem com o que mais lhes fosse agradável, qualquer coisa era permitida dentro de um certo limite: as regras. O jogo fluiu relativamente bem com um meio titã, um tiefling misterioso, uma Succubus meio celestial... E um orc meio dragão tocado por loth. :P
A campanha girava ao redor destes personagens únicos e suas heranças, cada um tinha uma linha de aventuras próprias. Num exemplo fácil, o meio titã tinha acesso a uma versão da grécia mitológica e seus deuses no olimpo, gregos e troianos... Dédalus e suas invenções. Eles eram únicos, todos eles, e tinham inimigos tão fortes que a aliança entre eles era justamente o que determinaria seu sucesso...
Se eles pudessem trabalhar juntos.
E eu não falo dos personagens, sim dos jogadores.
A batalha começou mesmo por causa do interesse na ficha alheia, nas regras, no "ele é mais forte que eu pois só se preocupa com as estatísticas do jogo, não com a história" e outras reclamações que... Sinceramente, só atrapalham a diversão de quem as faz. Num duelo de egos que se seguiu, lembrei novamente a sensação de mestrar para aqueles pré-adolescentes com muita testosterona. Bem, a diferença é que; nesta época da vida, você se dá o direito de dizer "foi mal/desculpa".
Mas homens barbados, mulheres feitas na vida... Ah não! A virtude encarnada não erra.
Bem... Dane-se.
Porém, movido por boa vontade resolvi que era possível fazer entender que a união do grupo pode ser uma diferença entre o sucesso e o fracasso, um jogo no qual todos os personagens são necessários. (Uma metáfora pouco elaborada sobre o próprio jogo, onde todos os jogadores precisam aparecer e se dar bem).
O jogo terminou com aquela sensação desagradável de tiro no pé. Inclusive, precisei trocar os sapatos.
Dane-se²
Minha idéia atual é fazer um jogo onde os personagens são fadas, recompensas pelas atitudes são apenas seus resultados e a motivação para a vida vem justamente dela.
É algo meio bobo. Mas as vezes um sorriso ou um olhar podem transformar seu dia.
E vamos sonhando.
Thursday, January 27, 2011
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